Samuel Mira originário de Chelas lançou o seu primeiro álbum, Entre(tanto), em 1999, na altura o Hip-Hop Tuga não era ainda o fenómeno que hoje já começa a ser, sendo portanto natural que o álbum de Samuel não chegasse aos ouvidos do grande público.Não seria preciso esperar muito para voltar a ter um álbum de Sam The Kid nas mãos, visto que logo em 2001 nos presenteia , um autêntico clássico do Hip-Hop português, Sam mostra-nos mais uma vez todos os seus dotes quer a rimar quer a produzir os beats sobre os quais "cospe" as suas rimas.De Sobre(tudo) o tema com direito a videoclip foi «Não Percebes». Mas podemos ainda destacar magníficos temas como: «Realidade Urbana», «Sociedade Confusa» ou «O Recado», é injusto mencionar apenas quatro temas do álbum, pois todos eles são muito bons, de qualquer das formas estes são bem representativos da enorme qualidade de Sobre(tudo).Provando claramente que não é apenas um rapper Samuel mostra-nos mais uma vez toda a sua classe e originalidade como produtor no álbum Beats Vol. 1 -Amor lançado para as ruas em 2002. O single de apresentação do álbum foi «Alma Gémea». O álbum foi altamente aclamado pela crítica e fez com que Sam the kid saltasse mais à vista de pessoas exteriores ao movimento que assim despertaram para o génio de Chelas.Sam The Kid conta ainda com participações em álbuns de grande parte dos rappers lusos, quer seja com beats seus ou com a sua voz, apenas como exemplo podemos citar a participação de Samuel nos dois álbuns de Regula, em Educação Visual de Valete ou em Ritmo Amor e Palavras de Boss Ac.O álbum de Samuel Mira é há muito aguardado, no entanto não surge qualquer novidade acerca da data de lançamento do álbum.
Hip Hop Tuga
HipHop Tuga
Das ruas de Nova Iorque para os subúrbios Portugueses ...
O hip hop chegou a Portugal na década de 80. Primeiro invadiu os guettos mas depressa se generalizou. Saído dos cinemas americanos na década de 80, o hip hop chegou a Portugal e infiltrou-se nos subúrbios da cidade de Lisboa e do Porto. Zonas como Chelas, Amadora, Cacém, e Margem Sul do Tejo foram consideradas o berço deste movimento.
Da América, o hip hop trouxe a moda da streetwear, usada em Portugal pelos mais novos e os quatro elementos fundamentais: o MC'ing, o DJ'ing, a break-dance e o graffiti. Nos becos, juntavam-se os putos de rua, vestidos com sweatshirts Bana, ténis de marca e atacadores largos, levando rimas feitas em casa, numa espécie de crew à portuguesa.
Foi com o álbum Rápublica dos Black Company lançado em 1994 que o hip hop se afirmou de vez entre os tugas. O refrão "Não sabe nadar, yo" depressa chegou às bocas do povo. Até o Presidente da República da altura, Mário Soares, o usou num dos seus discursos acerca da polémica das gravuras de Foz Côa : "As gravuras não sabem nadar, yo!".
Apesar do boom, o hip hop acabou por cair em desuso entre as massas juvenis, perdendo o compasso do estrangeiro, embora se continuasse a sentir nos arredores da capital.
Começaram a despertar projectos marginais, mais alternativos e caseiros, sem quaisquer preocupações comerciais. Como referiu Sam the Kid, uma das estrelas do hip hop nacional, numa entrevista ao Mundo Universitário, "as pessoas quando começam a fazer música não pensam no negócio, pensam só em criar".
Depois de 10 anos a fermentar, o movimento surgiu agora em grande forma pelas mãos das editoras mais perspicazes que uniram o útil ao agradável.
Apostaram, assim, na fusão entre o rap e vários estilos musicais (Crossovers) para atingir um público -alvo bastante selectivo - os jovens.
Hoje em dia, fala-se de dois rumos do hip hop, o puro ou underground, da rua e o outro, aquele que é fabricado pelo marketing, nos ginásios e na MTV. Abandonou os guettos e saltou para a sociedade consumista. Apesar disto, o hip hop genuíno resiste no corpo e na alma daqueles que o sentem como uma verdadeira filosofia de vida e não uma moda "made in USA".
O hip hop chegou a Portugal na década de 80. Primeiro invadiu os guettos mas depressa se generalizou. Saído dos cinemas americanos na década de 80, o hip hop chegou a Portugal e infiltrou-se nos subúrbios da cidade de Lisboa e do Porto. Zonas como Chelas, Amadora, Cacém, e Margem Sul do Tejo foram consideradas o berço deste movimento.
Da América, o hip hop trouxe a moda da streetwear, usada em Portugal pelos mais novos e os quatro elementos fundamentais: o MC'ing, o DJ'ing, a break-dance e o graffiti. Nos becos, juntavam-se os putos de rua, vestidos com sweatshirts Bana, ténis de marca e atacadores largos, levando rimas feitas em casa, numa espécie de crew à portuguesa.
Foi com o álbum Rápublica dos Black Company lançado em 1994 que o hip hop se afirmou de vez entre os tugas. O refrão "Não sabe nadar, yo" depressa chegou às bocas do povo. Até o Presidente da República da altura, Mário Soares, o usou num dos seus discursos acerca da polémica das gravuras de Foz Côa : "As gravuras não sabem nadar, yo!".
Apesar do boom, o hip hop acabou por cair em desuso entre as massas juvenis, perdendo o compasso do estrangeiro, embora se continuasse a sentir nos arredores da capital.
Começaram a despertar projectos marginais, mais alternativos e caseiros, sem quaisquer preocupações comerciais. Como referiu Sam the Kid, uma das estrelas do hip hop nacional, numa entrevista ao Mundo Universitário, "as pessoas quando começam a fazer música não pensam no negócio, pensam só em criar".
Depois de 10 anos a fermentar, o movimento surgiu agora em grande forma pelas mãos das editoras mais perspicazes que uniram o útil ao agradável.
Apostaram, assim, na fusão entre o rap e vários estilos musicais (Crossovers) para atingir um público -alvo bastante selectivo - os jovens.
Hoje em dia, fala-se de dois rumos do hip hop, o puro ou underground, da rua e o outro, aquele que é fabricado pelo marketing, nos ginásios e na MTV. Abandonou os guettos e saltou para a sociedade consumista. Apesar disto, o hip hop genuíno resiste no corpo e na alma daqueles que o sentem como uma verdadeira filosofia de vida e não uma moda "made in USA".
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
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