Portugal - De Lisboa, onde reside, o destacado rapper angolano Bob da Rage Sense coloca dia 28 no mercado (FNAC Colombo) a terceira obra discografica entitulada “Menos Pão Luz e Água”, provavelmente mais uma das suas em que os habitos da Governação angolana não é poupado, como observou um analista.
Bob da Rage SenseBob da Rage Sense, de nome de registo Robert Montargil da Silva, nasceu em Luanda (Angola) em 1982. Teve um contacto directo com o mundo da música, pois seu pai era um grande admirador do lendário Robert Nesta Marley (Bob Marley), Peter Mackintosh e os The Wailers. Mas o Soul, o Punk e o Rock também fizeram parte dos seus gostos pessoais. Consoante o seu crescimento, Bob viveu grandes momentos com a sua família, tendo adquirido a sua perspectiva política desde muito cedo. Em 1994 Bob integra-se na cultura hip-hop somente como ouvinte de grupos como Public Enemy, Beasty Boys, Boogie down productions, Erick B e Rakim, House of pain, Cypress hill, entre outros. Bob juntamente com Raf Tag seu primo, tornaram-se nos MCs de batalha mais conhecidos do movimento hip-hop em Luanda. DJ Samurai cria a famosa label independente "Madtapes", e convida assim Bob da Rage Sense a gravar o seu primeiro álbum/Ep em 2002 intitulado de "Underground Konsciente".Um ano depois pela mesma label (madtapes), Bob e Laton (Kalibrados) dão início a gravação do segundo trabalho do artista "Bobinagem". Bob da Rage Sense em fases de querer terminar o segundo trabalho conhece o produtor e MC Sam da Kid que logo disponibilizou um dos beats que dá título ao álbum "Bobinagem" e "Luz do dia""Bobinagem" foi considerado pela revista Hip Hop Nation o melhor álbum independente de 2004 e foi o álbum mais votado na revista "skillz" no mesmo ano! Bob é um liricista nato, poeta eclético, político, espiritualista, activista dos direitos civis.
Hip Hop Tuga
HipHop Tuga
Das ruas de Nova Iorque para os subúrbios Portugueses ...
O hip hop chegou a Portugal na década de 80. Primeiro invadiu os guettos mas depressa se generalizou. Saído dos cinemas americanos na década de 80, o hip hop chegou a Portugal e infiltrou-se nos subúrbios da cidade de Lisboa e do Porto. Zonas como Chelas, Amadora, Cacém, e Margem Sul do Tejo foram consideradas o berço deste movimento.
Da América, o hip hop trouxe a moda da streetwear, usada em Portugal pelos mais novos e os quatro elementos fundamentais: o MC'ing, o DJ'ing, a break-dance e o graffiti. Nos becos, juntavam-se os putos de rua, vestidos com sweatshirts Bana, ténis de marca e atacadores largos, levando rimas feitas em casa, numa espécie de crew à portuguesa.
Foi com o álbum Rápublica dos Black Company lançado em 1994 que o hip hop se afirmou de vez entre os tugas. O refrão "Não sabe nadar, yo" depressa chegou às bocas do povo. Até o Presidente da República da altura, Mário Soares, o usou num dos seus discursos acerca da polémica das gravuras de Foz Côa : "As gravuras não sabem nadar, yo!".
Apesar do boom, o hip hop acabou por cair em desuso entre as massas juvenis, perdendo o compasso do estrangeiro, embora se continuasse a sentir nos arredores da capital.
Começaram a despertar projectos marginais, mais alternativos e caseiros, sem quaisquer preocupações comerciais. Como referiu Sam the Kid, uma das estrelas do hip hop nacional, numa entrevista ao Mundo Universitário, "as pessoas quando começam a fazer música não pensam no negócio, pensam só em criar".
Depois de 10 anos a fermentar, o movimento surgiu agora em grande forma pelas mãos das editoras mais perspicazes que uniram o útil ao agradável.
Apostaram, assim, na fusão entre o rap e vários estilos musicais (Crossovers) para atingir um público -alvo bastante selectivo - os jovens.
Hoje em dia, fala-se de dois rumos do hip hop, o puro ou underground, da rua e o outro, aquele que é fabricado pelo marketing, nos ginásios e na MTV. Abandonou os guettos e saltou para a sociedade consumista. Apesar disto, o hip hop genuíno resiste no corpo e na alma daqueles que o sentem como uma verdadeira filosofia de vida e não uma moda "made in USA".
O hip hop chegou a Portugal na década de 80. Primeiro invadiu os guettos mas depressa se generalizou. Saído dos cinemas americanos na década de 80, o hip hop chegou a Portugal e infiltrou-se nos subúrbios da cidade de Lisboa e do Porto. Zonas como Chelas, Amadora, Cacém, e Margem Sul do Tejo foram consideradas o berço deste movimento.
Da América, o hip hop trouxe a moda da streetwear, usada em Portugal pelos mais novos e os quatro elementos fundamentais: o MC'ing, o DJ'ing, a break-dance e o graffiti. Nos becos, juntavam-se os putos de rua, vestidos com sweatshirts Bana, ténis de marca e atacadores largos, levando rimas feitas em casa, numa espécie de crew à portuguesa.
Foi com o álbum Rápublica dos Black Company lançado em 1994 que o hip hop se afirmou de vez entre os tugas. O refrão "Não sabe nadar, yo" depressa chegou às bocas do povo. Até o Presidente da República da altura, Mário Soares, o usou num dos seus discursos acerca da polémica das gravuras de Foz Côa : "As gravuras não sabem nadar, yo!".
Apesar do boom, o hip hop acabou por cair em desuso entre as massas juvenis, perdendo o compasso do estrangeiro, embora se continuasse a sentir nos arredores da capital.
Começaram a despertar projectos marginais, mais alternativos e caseiros, sem quaisquer preocupações comerciais. Como referiu Sam the Kid, uma das estrelas do hip hop nacional, numa entrevista ao Mundo Universitário, "as pessoas quando começam a fazer música não pensam no negócio, pensam só em criar".
Depois de 10 anos a fermentar, o movimento surgiu agora em grande forma pelas mãos das editoras mais perspicazes que uniram o útil ao agradável.
Apostaram, assim, na fusão entre o rap e vários estilos musicais (Crossovers) para atingir um público -alvo bastante selectivo - os jovens.
Hoje em dia, fala-se de dois rumos do hip hop, o puro ou underground, da rua e o outro, aquele que é fabricado pelo marketing, nos ginásios e na MTV. Abandonou os guettos e saltou para a sociedade consumista. Apesar disto, o hip hop genuíno resiste no corpo e na alma daqueles que o sentem como uma verdadeira filosofia de vida e não uma moda "made in USA".
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Bob da RAge Sense
Publicada por PutoLil NakA à(s) 04:56
Etiquetas: Bob Da rage Sense
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